Você pede três orçamentos de som pra loja, restaurante ou escritório e recebe três papéis que não dá pra comparar: um diz "8 caixas de teto e 1 amplificador", outro tem 14 caixas e o terceiro vem com um valor fechado sem item nenhum. O preço sozinho não diz qual é o bom. O que separa uma empresa que projetou o som de uma que só vai pendurar caixa é o que está escrito no orçamento: o cálculo, a potência, as zonas e a garantia.
1. Tem cálculo ou só tem lista de caixa?
Quantidade de caixa não é chute. Ela sai de três números: área, altura do forro e quanto barulho o lugar tem. Forro de 3 m com caixa de teto de 6 polegadas cobre algo em torno de 25 a 35 m² por caixa em ambiente calmo; em restaurante cheio ou academia, a conta aperta. Mostrei o cálculo completo em sonorização de restaurante: quantas caixas.
Peça que a empresa diga de onde saiu o número e, de preferência, mande a planta com a posição de cada caixa. Quem não consegue explicar por que são 8 e não 12 vai acertar por sorte. E o erro mais comum é o contrário do que parece: poucas caixas em volume alto, som estourado perto delas e mudo no meio do salão.
2. Potência: o amplificador aguenta as caixas?
O orçamento tem que trazer a potência do amplificador e a potência somada das caixas, e a primeira tem que ser maior, com folga de uns 20 a 30%. Amplificador trabalhando no limite esquenta, distorce e queima, normalmente num sábado cheio.
Em sistema comum de 8 ohms, a pergunta é como as caixas estão ligadas: pendurar caixa demais em paralelo derruba a impedância e o amplificador entra em proteção. Explico isso em impedância de caixa de som. Em sistema maior, o certo é linha 70 V, e aí o orçamento deve dizer em qual derivação (tap) cada caixa vai ligada: 3 W, 6 W, 10 W. Sem isso, ninguém sabe se a conta fecha.
3. Zonas: quem controla o volume de cada lugar
Salão, caixa, banheiro, área externa e escritório não pedem o mesmo volume. Um orçamento bem feito diz quantas zonas o sistema tem, o que toca em cada uma e onde fica o controle: controle de volume na parede, app, ou só no rack. Também deve dizer se o volume máximo fica travado. Em loja e restaurante isso evita o funcionário aumentar no fim do dia e a conversa do cliente sumir.
Se vai ter microfone (aviso de senha, aula de academia, evento), ele tem que estar no orçamento com a prioridade definida: quando alguém fala, a música abaixa sozinha. Isso se configura no amplificador e não sai de graça depois.
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4. Marca e modelo escritos, não "caixa de teto 6 pol"
"Caixa de embutir 6 polegadas" cabe uma caixa de R$ 150 e uma de R$ 1.500. Se o orçamento não traz marca e modelo de cada item, você não está comparando preço, está comparando promessa. Peça o modelo exato das caixas, do amplificador e do player, e confira a ficha técnica. Empresa séria não tem problema em escrever.
5. Cabo, forro e horário da obra
Metade do trabalho de sonorização é infraestrutura. O orçamento tem que dizer que cabo vai (bitola), por onde passa (forro, eletroduto, canaleta aparente) e quem abre e fecha o forro. Laje aparente pede caixa de sobrepor ou pendente, e isso muda o preço. Se o estabelecimento não pode parar, a instalação fora do horário comercial também precisa estar prevista; senão vira adicional na hora.
6. Garantia, suporte e ajuste depois de aberto
Pergunte três coisas e peça por escrito: prazo de garantia da instalação (separado da garantia do fabricante), em quanto tempo atendem se o som parar e se existe uma visita de ajuste depois de uns dias de uso. Som de empresa só se acerta de verdade com o lugar cheio: o volume que parecia bom com o salão vazio some quando entram 80 pessoas.
Sinais de alerta no orçamento
Valor fechado sem itens. Não dá pra comparar nem cobrar depois. Caixa de som de prateleira ou bluetooth pra área grande: funciona no primeiro mês, depois vira dor de cabeça. Nenhuma visita antes do preço: quem orça sem ver forro, altura e barulho está chutando. Ninguém fala de música licenciada: plano pessoal de streaming não vale pra comércio, e tocar música no estabelecimento é execução pública, que o ECAD cobra. A Um Click não cuida dessa parte, mas avisa; empresa que nem toca no assunto não está pensando no seu negócio.
Quanto custa, pra ter uma régua
Pelas faixas que já publiquei aqui no blog, em São Paulo: loja pequena fica em R$ 4 a 9 mil instalado e loja de 200 a 300 m² vai pra R$ 12 a 25 mil; restaurante vai de R$ 5 a 10 mil (pequeno) a R$ 15 a 30 mil (salão de 300 m²); academia de R$ 8 a 15 mil a R$ 25 a 50 mil; clínica de R$ 3 a 6 mil a R$ 9 a 20 mil. Orçamento muito abaixo disso normalmente cortou caixa, cabo ou amplificador. Muito acima tem que vir justificado por marca ou obra.
A visão geral do serviço está na página de sonorização para empresas; atendemos também o interior, como em Campinas.
O orçamento mais barato quase nunca é o mais barato. Se ele não diz quantas caixas, por quê, qual modelo, quanto de potência e quem resolve quando parar, você vai pagar a diferença depois, em caixa queimada, volume errado e funcionário mexendo no rack. Peça o papel completo; quem projetou de verdade entrega sem reclamar.
Perguntas frequentes
O que tem que estar no orçamento de sonorização de uma empresa?
Quantidade de caixas com a explicação de onde saiu o número, marca e modelo de cada item, potência do amplificador maior que a soma das caixas, número de zonas e onde fica o controle de volume, tipo de cabo e por onde passa, prazo de instalação, garantia da instalação e tempo de atendimento.
Como saber se a quantidade de caixas está certa?
Ela tem que sair da área, da altura do forro e do barulho do lugar. Com forro de 3 m, uma caixa de teto de 6 polegadas cobre algo em torno de 25 a 35 m² em ambiente calmo, e menos em restaurante cheio ou academia. Peça a planta com a posição de cada caixa.
Preciso de linha 70 V na minha empresa?
Em espaço pequeno, com até 4 a 6 caixas e cabo curto, amplificador comum de 8 ohms resolve. Em loja grande, restaurante, academia ou andar inteiro de escritório, com muitas caixas e cabo longo, a linha 70 V é o caminho certo: um amplificador alimenta tudo e cada caixa tem sua potência ajustada.
A empresa de som cuida do ECAD?
Normalmente não, e a Um Click também não cuida, mas avisa. Tocar música em estabelecimento é execução pública e o ECAD cobra conforme o tipo e o tamanho do lugar. Plano pessoal de streaming não vale pra uso comercial; existem serviços de música licenciados pra empresas.
Quanto custa sonorizar uma empresa em São Paulo?
Depende do tamanho e do tipo. Loja pequena fica em R$ 4 a 9 mil instalado; loja de 200 a 300 m², R$ 12 a 25 mil. Restaurante vai de R$ 5 a 10 mil a R$ 15 a 30 mil; academia, de R$ 8 a 15 mil a R$ 25 a 50 mil; clínica, de R$ 3 a 6 mil a R$ 9 a 20 mil.
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