Sonorização de restaurante: quantas caixas o seu salão precisa

Quase todo restaurante que me chama pra "arrumar o som" tem o mesmo problema: poucas caixas, volume alto demais, e uma mesa que escuta tudo enquanto a do fundo não escuta nada. Quantidade de caixa não é chute nem "o que coube no teto". É conta: área do salão, altura do forro e quanto barulho o seu público faz.

A conta de partida: uma caixa a cada 25 a 35 m²

Caixa de teto espalha o som num cone. Quanto mais alto o forro, maior o círculo que ela cobre no nível da mesa. Com forro em torno de 3 m e gente sentada, cada caixa cobre bem uma área de 25 a 35 m². Então:

Salão de 60 m²: 2 caixas. Salão de 100 m²: 3 a 4. Salão de 200 m²: 6 a 8. E a regra de distribuição é mais importante que o número: caixas em grade, espaçadas por igual, nunca amontoadas no meio do salão nem só perto do caixa.

Se você quer entender o tipo de caixa que vai nesse forro, escrevi sobre isso em caixa de som de embutir no teto. A lógica é a mesma de casa, só que em escala maior.

O que muda a conta: pé-direito e barulho

Pé-direito baixo (2,6 m ou menos): o cone de cada caixa fica pequeno antes de chegar na mesa. Precisa de mais caixas, mais próximas — algo como uma a cada 20 m². Senão aparece o "buraco" de som entre elas.

Pé-direito alto (4 m ou mais, galpão, casa antiga reformada): cada caixa cobre mais área, mas o som chega mais fraco e o salão reverbera. Aqui às vezes compensa caixa pendente (suspensa por cabo) em vez de embutida, pra trazer o som pra perto das mesas.

Barulho do público: um restaurante de jantar tranquilo vive com música baixa. Um bar de happy hour, com 80 pessoas falando alto e porcelanato no chão, pede mais caixas pra vencer o ruído sem ninguém ficar surdo embaixo de uma delas. Se o seu salão é barulhento, conte com o limite de baixo: uma caixa a cada 20 a 25 m².

Exemplo real: salão de 320 m² com 10 caixas

Um salão de 320 m², forro de gesso a 3 m, restaurante de almoço e jantar. Pela conta, 320 dividido por 32 dá 10 caixas. Na planta, ficou uma grade de 5 por 2 cobrindo o salão principal, com as caixas mais perto das paredes rebaixadas pra não sobrar canto mudo.

Como são 10 caixas e cabo longo, a escolha foi amplificador de linha 70 V: um amplificador alimenta todas em paralelo, cada caixa tem um transformador com potência selecionável, e o volume de cada ponto é ajustado na própria caixa. A que fica ao lado da mesa grande fica mais baixa; a que fica perto da cozinha, um pouco mais alta.

E o salão virou duas zonas: salão principal e varanda, cada uma com volume independente. Porque o que funciona às 13h com a casa cheia não funciona às 16h com três mesas.

Poucas caixas fortes ou muitas caixas baixas?

Muitas baixas, sempre. É o erro mais comum que eu encontro: duas caixas grandes de bar num salão de 150 m², no volume máximo pra "chegar lá no fundo". Resultado: quem senta embaixo da caixa não conversa, quem senta no fundo não ouve, e o cliente vai embora com dor de cabeça sem saber o motivo.

Som ambiente de restaurante tem que ficar abaixo da conversa. O teste é simples: numa mesa qualquer, duas pessoas conversam sem levantar a voz e ainda reconhecem a música. Se passou nesse teste em todas as mesas, está certo.

Qual comprar pro seu restaurante

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  • Salão grande, muitas caixas: caixa de som de embutir 70 V — com transformador e seletor de potência na própria caixa — ver na Amazon →
  • Salão pequeno, 2 a 4 caixas: amplificador para som ambiente com Bluetooth e entrada de microfone — resolve sem linha 70 V — ver na Amazon →

Linha 70 V ou amplificador comum?

Até umas 4 a 6 caixas e cabos curtos: amplificador comum, de 8 ohms, com as caixas bem casadas. Aqui vale entender impedância de caixa de som, porque ligar caixa demais num amplificador de baixa impedância é o jeito mais rápido de queimar o aparelho.

Acima disso, ou com salão comprido: linha 70 V. Ela foi feita pra isso: muitas caixas, cabo longo, som igual em todo lugar e manutenção simples. Por isso quase todo shopping, loja e restaurante grande trabalha com ela — e é por isso que ela raramente aparece em casa. Mais detalhes na página de sonorização para empresas.

O cabo também conta: em 70 V dá pra usar bitola menor em distância maior, mas cabo de qualidade continua sendo o que evita chiado e mau contato. Escrevi sobre qual cabo usar pra caixa embutida.

Zonas: salão, varanda, bar e banheiro

Cada ambiente com volume próprio. Salão é o principal. Varanda costuma pedir menos volume (vizinho, rua). Bar pode ir um pouco mais alto. Banheiro com uma caixa baixa tira aquele silêncio constrangedor. Um controle de volume na parede por zona, ou amplificador com zonas, resolve e deixa a equipe ajustar sem mexer no equipamento.

Se tem microfone pra chamar senha, aniversário ou evento, ele entra no mesmo sistema, com prioridade sobre a música. E lembre: tocar música em estabelecimento comercial é execução pública — confira com o ECAD a situação do seu tipo de negócio. A Um Click não cuida disso, só avisa.

Quanto custa em São Paulo

Salão pequeno, até uns 100 m², 3 a 4 caixas e amplificador comum: na faixa de R$ 5 a 10 mil instalado. Salão de 300 m², 10 caixas, linha 70 V e duas ou três zonas: R$ 15 a 30 mil. O que mais puxa o valor é a marca das caixas, o tipo de forro (gesso é fácil, laje exposta pede caixa pendente) e se o cabo já existe ou precisa ser passado com o restaurante funcionando.

Atendemos restaurantes na capital e no interior; em Campinas, por exemplo, veja a página de sonorização para empresas em Campinas.

Opinião direta

Restaurante não precisa de som alto, precisa de som igual. Eu prefiro entregar dez caixas baixinhas bem distribuídas do que duas caixas de bar no volume máximo. O cliente não elogia o som de um restaurante bem sonorizado — ele só fica mais tempo e pede a sobremesa.

Perguntas frequentes

Quantas caixas de som um restaurante precisa?

A conta de partida é uma caixa de teto a cada 25 a 35 m² de salão com forro em torno de 3 m. Salão de 100 m² fica com 3 a 4 caixas; de 320 m², umas 10. Bar barulhento ou pé-direito baixo pede mais caixas, mais próximas, em volume menor cada uma.

É melhor poucas caixas potentes ou muitas caixas pequenas?

Muitas caixas em volume baixo, sempre. Poucas caixas fortes deixam a mesa embaixo delas ensurdecida e a mesa do canto sem som. Em restaurante o objetivo é som parelho em todas as mesas, sem ninguém precisar levantar a voz pra conversar.

Restaurante precisa de amplificador de linha 70 V?

Acima de umas 6 caixas ou com cabos longos, sim. Na linha 70 V um amplificador alimenta muitas caixas em paralelo, cada uma com seu transformador, e o volume de cada ponto é ajustado na própria caixa. Em salão pequeno, com 2 a 4 caixas, um amplificador comum de 8 ohms resolve.

Dá pra ter volume diferente no salão, na varanda e no banheiro?

Dá, e deve. Cada ambiente vira uma zona com volume próprio: salão, varanda, bar e banheiros. O amplificador com zonas ou um controle de volume na parede por zona evita a queixa clássica de som alto na varanda e inaudível no fundo.

Quanto custa sonorizar um restaurante em São Paulo?

Um salão pequeno, até uns 100 m² com 3 a 4 caixas e amplificador, fica na faixa de R$ 5 a 10 mil instalado. Um salão de 300 m² com 10 caixas, linha 70 V e duas ou três zonas vai pra R$ 15 a 30 mil, dependendo da marca das caixas, do forro e de quanta infraestrutura de cabo já existe.

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